O presente artigo é focado na questão do produtivismo acadêmico no âmbito do ensino jurídico brasileiro. Inicialmente, aborda-se o fenômeno da mercantilização do ensino superior e os efeitos decorrentes desse processo recente. Após, demonstra-se que essa mercantilização redunda em lógicas empresariais, estando entre elas o produtivismo acadêmico, o qual resulta na produção em massa de pesquisa desvinculada de preocupação social e, muitas vezes, sem compromisso com a qualidade. Em seguida, aborda-se o fenômeno da massificação dos cursos jurídicos no Brasil, o que contribui para a pesquisa quantitativa em detrimento da qualitativa. Por fim, defende-se uma verdadeira e efetiva mudança no ensino jurídico, que deve ser pautado na qualidade e na transformação social.
Alexandre Torres Petry, Universidade Federal de Rio Grande do Sul
Doutorando em Educação na UFRGS. Mestre em Direito pela PUCRS. Especialista em Direito e Economia pela UFRGS. Especialista em Direito do Consumidor e Direitos Fundamentais pela UFRGS. Graduado em Direito pela UFRGS. Membro das Comissões de Ensino Jurídico e de Direito do Consumidor da OAB/RS. Coordenador e professor do Curso de Capacitação em Direito do Consumidor da Escola Superior de Advocacia da OAB/RS. Professor Universitário e Advogado.
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Como Citar
Torres Petry, A. (2016). Productivismo acadêmico no ensino jurídico brasileiro. Revista Pedagogía Universitaria Y Didáctica Del Derecho, 3(2), 172–194. https://doi.org/10.5354/0719-5885.2016.44680