Este artigo tem como objetivo apoiar a inclusão da exibição de filmes nas aulas de Direito desde a didática e a estética. Através da análise do filme Tony Manero (2008) do diretor Pablo Larraín, serão abordadas as características da master class transcendente como um espaço aberto a diferentes participantes, mídias e saberes (ao contrário da masterclass meramente expositiva) para então apresentar a teoria de Jacques Rancière sobre o regime estético da arte que, em sua aplicação ao cinema, se baseia no que ele chama de «tragédia do suspense». Essa conjunção interdisciplinar nos dará o guia para recompreender fenômenos pertencentes ao direito (no caso, a violência) em sua total complexidade, permitindo assim a emancipação intelectual do aluno e do espaço de ensino-aprendizagem.
Camilo Andrés Arancibia Hurtado, Universidad de Valparaíso
Camilo Arancibia Hurtado es abogado, magíster en Derecho de la Universidad de Chile, máster en Literatura Comparada: Estudios Literarios y Culturales de la Universidad Autónoma de Barcelona y estudiante de doctorado en Filosofía de la misma casa de estudios. Además, es profesor de Derecho y Literatura, y de Derecho Civil en la Escuela de Derecho de la Universidad de Valparaíso.
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Como Citar
Arancibia Hurtado, C. A. (2020). O cinema entra na sala de aula do direito: a emancipação de “Tony Manero” (2008). Revista Pedagogía Universitaria Y Didáctica Del Derecho, 7(2), pp. 263–278. https://doi.org/10.5354/0719-5885.2020.57811